A obra do Espírito Santo 

 

 

 

"Eis que Eu venho em meio a escuridão para trazer

vida em abundância
a todo aquele que crê no

Meu Espírito."  Jesus.

"Que os olhos sejam abertos, que os prisioneiros e

aqueles que estão na escuridão da prisão sejam libertos." (Isaías 42. 7)

1. Salmo de Proteção da família, filhos: 

Salmo 126.

 

1. Cântico das peregrinações.

 

Quando o Senhor reconduzia os cativos de Sião, estávamos como sonhando.

2. Em nossa boca só havia expressões de alegria, e em nossos lábios canto de triunfo. Entre os pagãos se dizia: O Senhor fez por eles grandes coisas.

3. Sim, o Senhor fez por nós grandes coisas; ficamos exultantes de alegria!

4. Mudai, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes nos desertos do sul.

5. Os que semeiam entre lágrimas, recolherão com alegria.

6. Na ida, caminham chorando, os que levam a semente a espargir. Na volta, virão com alegria, quando trouxerem os seus feixes.

 

2. Salmos contra a angústia e ansiedade:

Salmos 23, 74 e 78

Salmo 23

1. Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, nada me faltará.

2. Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes,

3. restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome.

4. Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo.

5. Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça.

6. A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias.

Salmo 74

1. Hino de Asaf.

Por que, Senhor, persistis em nos rejeitar? Por que se inflama vossa ira contra as ovelhas de vosso rebanho?

2. Recordai-vos de vosso povo que elegestes outrora, da tribo que resgatastes para vossa possessão, da montanha de Sião onde fizestes vossa morada.

3. Dirigi vossos passos a estes lugares definitivamente devastados; o inimigo tudo destruiu no santuário.

4. Os adversários rugiam no local de vossas assembléias, como troféus hastearam suas bandeiras.

5. Pareciam homens a vibrar o machado na floresta espessa.

6. Rebentaram os portais do templo com malhos e martelos,

7. atearam fogo ao vosso santuário, profanaram, arrasaram a morada do vosso nome.

8. Disseram em seus corações: Destruamo-los todos juntos; incendiai todos os lugares santos da terra.

9. Não vemos mais nossos emblemas, já não há nenhum profeta e ninguém entre nós que saiba até quando...

10. Ó Deus, até quando nos insultará o inimigo? O adversário blasfemará vosso nome para sempre?

11. Por que retirais a vossa mão? Por que guardais vossa destra em vosso seio?

12. Entretanto, Deus é meu rei desde os tempos antigos, ele que opera a salvação por toda a terra.

13. Vosso poder abriu o mar, esmagastes nas águas as cabeças de dragões.

14. Quebrastes as cabeças do Leviatã, e as destes como pasto aos monstros do mar.

15. Fizestes jorrar fontes e torrentes, secastes rios caudalosos.

16. Vosso é o dia, a noite vos pertence: vós criastes a lua e o sol,

17. Vós marcastes à terra seus confins, estabelecestes o inverno e o verão.

18. Lembrai-vos: o inimigo vos insultou, Senhor, e um povo insensato ultrajou o vosso nome.

19. Não abandoneis ao abutre a vida de vossa pomba, não esqueçais para sempre a vida de vossos aflitos.

20. Olhai para a vossa aliança, porque todos os recantos da terra são antros de violência.

21. Que os oprimidos não voltem confundidos, que o aflito e o indigente possam louvar o vosso nome.

22. Levantai-vos, ó Deus, defendei a vossa causa. Lembrai-vos das blasfêmias que continuamente vos dirige o insensato.

23. Não esqueçais os insultos de vossos adversários, e o tumulto crescente dos que se insurgem contra vós." 

 

Salmo 78.

1. Hino de Asaf.

Escuta, ó meu povo, minha doutrina; às palavras de minha boca presta atenção.

2. Abrirei os lábios, pronunciarei sentenças, desvendarei os mistérios das origens.

3. O que ouvimos e aprendemos, através de nossos pais,

4. nada ocultaremos a seus filhos, narrando à geração futura os louvores do Senhor, seu poder e suas obras grandiosas.

5. Ele promulgou uma lei para Jacó, instituiu a legislação de Israel, para que aquilo que confiara a nossos pais, eles o transmitissem a seus filhos,

6. a fim de que a nova geração o conhecesse, e os filhos que lhes nascessem pudessem também contar aos seus.

7. Aprenderiam, assim, a pôr em Deus sua esperança, a não esquecer as divinas obras, a observar as suas leis;

8. e a não se tornar como seus pais, geração rebelde e contumaz, de coração desviado, de espírito infiel a Deus.

9. Os filhos de Efraim, hábeis no arco, voltaram as costas no dia do combate.

10. Não guardaram a divina aliança, recusaram observar a sua lei.

11. Eles esqueceram suas obras, e as maravilhas operadas ante seus olhos.

12. Em presença de seus pais, ainda em terras do Egito, ele fez grandes prodígios nas planícies de Tanis.

13. O mar foi dividido para lhes dar passagem, represando as águas, verticais como um dique;

14. De dia ele os conduziu por trás de uma nuvem, e à noite ao clarão de uma flama.

15. Rochedos foram fendidos por ele no deserto, com torrentes de água os dessedentara.

16. Da pedra fizera jorrar regatos, e manar água como rios.

17. Entretanto, continuaram a pecar contra ele, e a se revoltar contra o Altíssimo no deserto.

 

18. Provocaram o Senhor em seus corações, reclamando iguarias de suas preferências.

19. E falaram contra Deus: Deus será capaz de nos servir uma mesa no deserto?

20. Eis que feriu a rocha para fazer jorrar dela água em torrentes. Mas poderia ele nos dar pão e preparar carne para seu povo?

21. O Senhor ouviu e se irritou: sua cólera se acendeu contra Jacó, e sua ira se desencadeou contra Israel,

22. porque não tiveram fé em Deus, nem confiaram em seu auxílio.

23. Contudo, ele ordenou às nuvens do alto, e abriu as portas do céu.

24. Fez chover o maná para saciá-los, deu-lhes o trigo do céu.

25. Pôde o homem comer o pão dos fortes, e lhes mandou víveres em abundância,

26. depois fez soprar no céu o vento leste, e seu poder levantou o vento sul.

27. Fez chover carnes, então, como poeira, numerosas aves como as areias do mar,

28. As quais caíram em seus acampamentos, ao redor de suas tendas.

29. Delas comeram até se fartarem, e satisfazerem os seus desejos.

30. Mas apenas o apetite saciaram, estando-lhes na boca ainda o alimento,

31. desencadeia-se contra eles a cólera divina, fazendo perecer a sua elite, e prostrando a juventude de Israel.

32. Malgrado tudo isso, persistiram em pecar, não se deixaram persuadir por seus prodígios.

33. Então, Deus pôs súbito termo a seus dias, e seus anos tiveram repentino fim.

34. Quando os feria, eles o procuravam, e de novo se voltavam para Deus.

35. E se lembravam que Deus era o seu rochedo, e que o Altíssimo lhes era o salvador.

36. Mas suas palavras enganavam, e lhe mentiam com a sua língua.

37. Seus corações não falavam com franqueza, não eram fiéis à sua aliança.

38. Mas ele, por compaixão, perdoava-lhes a falta e não os exterminava. Muitas vezes reteve sua cólera, não se entregando a todo o seu furor.

39. Sabendo que eles eram simples carne, um sopro só, que passa sem voltar.

40. Quantas vezes no deserto o provocaram, e na solidão o afligiram!

41. Recomeçaram a tentar a Deus, a exasperar o Santo de Israel.

42. Esqueceram a obra de suas mãos, no dia em que os livrou do adversário,

43. quando operou seus prodígios no Egito e maravilhas nas planícies de Tânis;

44. quando converteu seus rios em sangue, a fim de impedi-los de beber de suas águas;

45. quando enviou moscas para os devorar e rãs que os infestaram;

46. quando entregou suas colheitas aos pulgões, e aos gafanhotos o fruto de seu trabalho;

47. quando arrasou suas vinhas com o granizo, e suas figueiras com a geada;

48. quando extinguiu seu gado com saraivadas, e seus rebanhos pelos raios;

49. quando descarregou o ardor de sua cólera, indignação, furor, tribulação, um esquadrão de anjos da desgraça.

50. Deu livre curso à sua cólera; longe de preservá-los da morte, ele entregou à peste os seres vivos.

51. Matou os primogênitos no Egito, os primeiros partos nas habitações de Cam,

52. enquanto retirou seu povo como ovelhas, e o fez atravessar o deserto como rebanho.

53. Conduziu-o com firmeza sem nada ter que temer, enquanto aos inimigos os submergiu no mar.

54. Ele os levou para uma terra santa, até os montes que sua destra conquistou.

55. Ele expulsou nações diante deles, distribuiu-lhes as terras como herança, fez habitar em suas tendas as tribos de Israel.

56. Mas ainda tentaram a Deus e provocaram o Altíssimo, e não observaram os seus preceitos.

57. Transviaram-se e prevaricaram como seus pais, erraram o alvo, como um arco mal entesado.

58. Provocaram-lhe a ira com seus lugares altos, e inflamaram-lhe o zelo com seus ídolos.

59. À vista disso Deus se encolerizou e rejeitou Israel severamente.

60. Abandonou o santuário de Silo, tabernáculo onde habitara entre os homens.

61. Deixou conduzir cativa a arca de sua força, permitiu que a arca de sua glória caísse em mãos inimigas.

62. Abandonou seu povo à espada, e se irritou contra a sua herança.

63. O fogo devorou sua juventude, suas filhas não encontraram desponsório.

64. Seus sacerdotes pereceram pelo gládio, e as viúvas não choraram mais seus mortos.

65. Então, o Senhor despertou como de um sono, como se fosse um guerreiro dominado pelo vinho.

66. E feriu pelas costas os inimigos, infligindo-lhes eterna igomínia.

67. Rejeitou o tabernáculo de José, e repeliu a tribo de Efraim.

68. Mas escolheu a de Judá e o monte Sião, monte de predileção.

69. Construiu seu santuário, qual um céu, estável como a terra, firmada para sempre.

70. Escolhendo a Davi, seu servo, e o tomando dos apriscos das ovelhas.

71. Chamou-o do cuidado das ovelhas e suas crias, para apascentar o rebanho de Jacó, seu povo, e de Israel, sua herança.

72. Davi foi para eles um pastor reto de coração, que os dirigiu com mão prudente." 

3. Oração para a quebra de maldição hereditária. 

Salmos: 109 e 140.
Salmo 109.

1. Ao mestre de canto. Salmo de Davi. Ó Deus de meu louvor, não fiqueis insensível,

2. porque contra mim se abriu boca ímpia e pérfida.

3. Falaram-me com palavras mentirosas, com discursos odiosos me envolveram; e sem motivo me atacaram.

4. Em resposta ao meu afeto me acusaram. Eu, porém, orava.

5. Pagaram-me o bem com o mal, e o amor com o ódio.

6. Suscitai contra ele um ímpio, levante-se à sua direita um acusador.

7. Quando o julgarem, saia condenado, e sem efeito o seu recurso.

8. Sejam abreviados os seus dias, tome outro o seu encargo.

9. Fiquem órfãos os seus filhos, e viúva a sua esposa.

10. Andem errantes e mendigos os seus filhos, expulsos de suas casas devastadas.

11. Arrebate o credor todos os seus bens, estrangeiros pilhem o fruto de seu trabalho.

12. Ninguém lhes tenha misericórdia, nem haja quem se condoa de seus órfãos.

13. Exterminada seja a sua descendência, extinga-se o seu nome desde a segunda geração.

14. Conserve o Senhor a lembrança da culpa de seus pais, jamais se apague o pecado de sua mãe.

15. Deus os tenha sempre presentes na memória, e risque-se da terra a sua lembrança,

16. porque jamais pensou em ter misericórdia, mas perseguiu o aflito e desvalido e teve ódio mortal ao homem de coração abatido.

17. Amou a maldição: que ela caia sobre ele! Recusou a bênção: que ela o abandone!

18. Seja coberto de maldição como de um manto, que ela penetre em suas entranhas como água e se infiltre em seus ossos como óleo.

19. Seja-lhe como a veste que o cobre, como um cinto que o cinja para sempre.

20. Esta, a paga do Senhor àqueles que me acusam e que só dizem mal de mim.

21. Mas vós, Senhor Deus, tratai-me segundo a honra de vosso nome. Salvai-me em nome de vossa benigna misericórdia,

22. porque estou aflito e necessitado; trago, dentro de mim, um coração ferido.

 

23. Vou-me extinguindo como a sombra da tarde que declina, sou levado para longe como o gafanhoto.

24. Vacilam-me os joelhos à força de jejuar, e meu corpo se definha de magreza.

25. Fizeram-me objeto de escárnio, abanam a cabeça ao me ver.

26. Ajudai-me, Senhor, meu Deus. Salvai-me segundo a vossa misericórdia.

27. Que reconheçam aqui a vossa mão, e saibam que fostes vós que assim fizestes.

28. Enquanto amaldiçoam, abençoai-me. Sejam confundidos os que se insurgem contra mim, e que vosso servo seja cumulado de alegria.

29. Cubram-se de ignomínia meus detratores, e envolvam-se de vergonha como de um manto.

30. Celebrarei altamente o Senhor, e o louvarei em meio à multidão,

31. porque ele se pôs à direita do indigente, para o salvar dos que o condenam." 

 

Salmo 140.

1. Ao mestre de canto. Salmo de Davi.

2. Livrai-me, Senhor, do homem mau; preservai-me do homem violento,

3. daqueles que tramam o mal no coração, que provocam discórdias diariamente,

4. que aguçam a língua qual serpente, que ocultam nos lábios veneno viperino.

5. Salvai-me, Senhor, das mãos do ímpio; preservai-me do homem violento, daqueles que tramam minha queda.

6. Orgulhosos, armam laços contra mim e estendem suas redes, e junto ao caminho me colocam ciladas.

7. Digo ao Senhor: Vós sois o meu Deus. Escutai, Senhor, a voz de minha súplica.

8. Senhor Deus, meu poderoso apoio! Vós protegeis minha fronte no dia do combate.

9. Não atendais, Senhor, os desejos do ímpio, não deixeis que se cumpram seus desígnios.

10. Que não levantem a cabeça os que me cercam; sobre eles recaia a malícia de seus lábios.

11. Carvões ardentes chovam sobre eles: sejam lançados numa fossa de onde não se ergam mais.

12. Não terá duração na terra a má língua; o infortúnio surpreenderá o homem violento.

13. Sei que o Senhor defende o desvalido, e faz justiça aos necessitados.

14. Sim, os justos celebrarão o vosso nome, e os retos poderão viver em vossa presença.